segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Age of Empire III

Esse jogo pode ser utilizado nas aulas de historia e geografia para que os alunos possam interagir com os conteúdos abordados em sala;
dentre eles podemos relacionar o jogo com os conceitos de espaço, paisagem, lugar,tipos de solo e relaciona também com os conteúdos de historia,exemplificando as guerras, armas, a cultura dos países: plantio, casas, construção.

Experiências e representações sociais

Experiências e representações sociais:
Reflexões sobre o uso e o consumo das imagens

È certo que a tão decantada globalização atingiu também a mídia forjando, em ritmos rápidos e alucinantes, um renovado espaço de circulação internacional das imagens e das informações.
A idéia de uma televisão que não produz mais propriamente imagens, mas sim uma espécie de buraco negro, onde o referente é aniquilado pela informação: uma caixa-preta onde se opera a auto-referência mortífera, que nos impede de colocar a questão da verdade e da realidade do acontecimento histórico (PARENTE).
O telespectador lê a paisagem de sua infância na reportagem de atualidade; por menos que se queira, o espectador cria uma espécie de cena-secreta, lugar onde se entra e se sai à vontade, é ele quem cria, afinal, cantos de sombra e de noite para uma existência submetida à transparência tecnocrática (DE CERTEAU).
É certo que hoje se admite que a imagem não ilustre e nem reproduza a realidade, ela a constrói a partir de uma linguagem própria que é produzida num dado contexto histórico. Os vários elementos da confecção de um filme – a montagem, o enquadramento, os movimentos de câmera, a iluminação, a utilização ou não da cor – são elementos estéticos que formam o que chamamos de linguagem cinematográfica. Para Pierre Sorlin, a análise do conteúdo do filme a partir do seu roteiro. Ao contrário, ele deve ser examinado como um trabalho acabado – na sua combinação de elementos visuais e sonoros – e pelos efeitos que produz.
O filme é uma construção imaginativa que necessita ser pensada e trabalhada interminavelmente. A construção da história nos documentários ou na ficção fílmica é mais do que uma interpretação da História, pois o ato de engendrar significados para o presente lança o realizador ( ou os realizadores) mda ficção cinematográfica em possíveis ideológicos que ele não domina em sua totalidade. Porque ressaltar o aspecto de construção subjetiva da História na narrativa fílmica significa reconhecer a memória coletiva como terreno comum da ficção e da historiografia (SALIBA, 1993, pp.87-118).


Análise Cultural


Desviando-se de uma derivação excessivamente formalista da “teorja da recepção”, o foco de análise procura ter sempre apresenta a dimensão do social e os circuitos de poder dos quais emergem, sob quaisquer formas, as representações (Cf. NEIVA et al.)
“A desigualdade da democracia midiática”: o contraste aberto e profundo entre os novos ricos que fabricam, difundem, seleciona e descarta as imagens, e os novos pobres que apenas e tão-somente recebem as imagens (DEBRAY). Mostrar um fato ou um homem é fazer com que isto tenha existência, mas o reverso é o apagamento dos outros, o aniquilamento social daquilo que se escolhe não mostrar.
Todo o dilema da historiografia contemporânea em torno do conceito e do estatuto da representação histórica tem muito a ver com esta penetração maciça, forte e abrangente da imagem analógica em todos os aspectos da sociedade.
Os historiadores se deparam hoje com este fenômeno histórico inusitado: a transformação do acontecimento em imagem. Não se busca mais tornar politicamente inteligíveis uma situação ou um acontecimento, mas apenas mostrar sua imagem.
A TV revela às claras que é a informação que faz o acontecimento e não o inverso. O acontecimento não é o fato em si mesmo, mas o fato no momento em que é conhecido.
Assistimos, no caso da História, a uma espécie de regressão aos procedimentos internos da obra historiográfica, reduzindo, assim, toda a questão da síntese histórica às vicissitudes da prática discursiva do historiados, seja a, narrativa, hermenêutica ou analítica.
A imagem, depois de passar pela Era da Lógica Formal – definida pela representação da realidade na pintura, na gravura ou na arquitetura -, e pela Era da Lógica Dialética – definida pela representação da atualidade na fotografia e no cinema – apareceria, finalmente, na nossa época, como representação na virtualidade (VIRILO).
É preciso um esforço analítico (e até pedagógico) no sentido de retirar a produção das imagens do terreno das evidências... Evitar tratá-las, por exemplo, e sem mais mediações, como documentos históricos...
A imagem análoga não é produzida pela mão ou espírito dos homens, mas por uma mecânica; embora a imagem análoga seja produzida, ela, em si mesma, não faz mais do que produzir um reflexo do homem.
Vivemos uma espécie de intoxicação visual, na qual o conhecer se reduziu ao ver, o estou vivendo substituiu o eu compreendo – e, quando não há nada a acrescentar, as pessoas dizem: está tudo visto. Acredito nisto, já que foi o que eu vi na TV, diz alguém – provavelmente uma vítima de algum curandeiro televisual.
Talvez no futuro de um trabalho crítico, sobre as imagens em movimento esteja no resgate desse invisível, que estaria na fusão entre a recepção e a produção e na emergência de uma recepção criadora (ENZENSBERGER).

sábado, 6 de dezembro de 2008

A televisão abordada sobre a perpectiva de documento histórico

A Televisão como Fonte de Pesquisa e Ensino


As fontes de documentos estão em constante mudança, antes os documentos eram apenas papéis e hoje já temos novas linguagens que também designam documentos, alguns formas que podemos utilizar é a internet e a televisão, neste momento iremos abordar a televisão como fonte de pesquisa nas aulas de história por exemplo.

É necessário antes de utilizar a televisão como fonte de pesquisa e ensino, que se tenha um conhecimento prévio sobre o que é o documento histórico, e saber que a abordagem dada a televisão, é diferente da abordagem dada ao documento escrito, mas ambos são eficientes no ensino de qualquer disciplina se dada a importância devida.

Porém, a televisão não é a resolução de todos os problemas da educação hoje no Brasil, tem-se também que tomar cuidado para que não se desvalorize os conteúdos da disciplina, com o intuito de modernizá-la, a história não é apenas o estudo de fatos ocorridos no passado, mas também de fatos do presente.

É necessário que de início o professor selecione o que vai utilizar, qual programa ou gênero televisivo, e os que ganham nas escolhas, são telejornal, teledramaturgia e telefilmes, que podem ter sido produzidos no passado ou no presente. Porém uma grande dificuldade é de como conseguir estes materiais, pois até hoje não temos um arquivo público de onde possamos retirar o material e depois devolver, apenas as redes de televisão os têm e na maioria das vezes o professor não tem acessibilidade.

Um item que tem que ficar claro na cabeça do professor é que no momento estamos nos referindo a utilização de telefilmes, ou seja, filmes produzidos apenas para a televisão, e não para os cinemas, pois os primeiros são feitos para serem consumidos no instante da sua reprodução, e os segundos, são produzidos para serem uma mercadoria cultural, que será reproduzida por muito tempo ainda.

Um autor que estudou a televisão como fonte de dados, foi Umberto Eco, este apresenta a seguinte a seguinte teoria, para que o professor interprete a televisão da forma correta, é necessário que ele, observe três pontos antes de escolher o que utilizar em suas aulas:

*Intenções do remetente – da mensagem;

*As estruturas comunicacionais – o meio e o código da mensagem;

*As reações do receptor – a situação sócio-histórica do público receptor (alunos) e seus repertórios culturais para a decodificação da mensagem consumida.

Diante do exposto propomos agora de acordo com Marcos Napolitano (2003), quatro etapas para se analisar algum gênero televisivo, neste caso ele o colocou para a analise do telejornal, mas afirma que também pode ser utilizado para outros programas também:

*Assistência do material: impressões primárias “espontâneas” do grupo, decupagem das matérias/notícias (divisão conforme as imagens e os temas se sucedem no documento), reconhecimento dos códigos básicos envolvidos (texto, imagem, som); reconhecimento do tipo telejornal (serviços, crônicas, informativo, etc)

*Análise semântica: o grupo deve buscar o sentido “explícito” e “implícito” das notícias em pauta; articulação do conteúdo de uma matéria/notícia com outras matérias/notícias veiculadas no mesmo telejornal; análise crítica das matérias/notícias: separar dado bruto/opinião ideológica/valores/representações simbólicas do conteúdo.

*Crítica ideológica: o grupo deve se posicionar sobre o conteúdo do documento e as artimanhas de sua “linguagem”; comparação com outros jornais (eletrônicos e impressos); pesquisa de conteúdo dos temas, buscando enriquecer as opiniões; explicitação dos conceitos veiculados; sistematização das contradições dos documentos e reflexão sobre as opiniões contratantes surgidas no grupo.

*Síntese das fases anteriores: sistematização dos valores e opiniões surgidos durante o trabalho; articulação com o conteúdo estudado no curso; sistematização das formas de recepção do documento televisivo ocorridas no trabalho em grupo.

Diante do exposto podemos concluir que a televisão é de grande utilidade se for oferecida por professores que estão dispostos a estudar toda esta dinâmica das “novas linguagens”, para não cometerem o erro de apenas colocar os alunos para assistir a um filme e no final fazer um questionário abordando o que foi tratado no mesmo.

Para fazer a conclusão final nos utilizaremos da fala de Marcos Napolitano em seu texto “A Televisão como documento”

Encarar o desafio de trabalhar criticamente com o documento televisual me parece mais produtivo do que o costumeiro exercício de retórica pseudocrítica, no qual alunos e professores falam mal da televisão, do sistema, da alienação durante as aulas e, ao chegar em seus lares, na solidão e no silêncio, se entregam à sua luz mágica e abismal. (p.161)